quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Conhecendo a Deus e a si mesmo

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“Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus” (Jo 4.22).

Ao conversar com a mulher samaritana, Jesus fez uma grave afirmação. Ela adorava a quem não conhecia. Ao olhar para esse texto, devemos também pensar seriamente sobre nossa vida cristã e sobre o nível de maturidade e conhecimento do Senhor que temos.

Conhecer a Deus da maneira correta, isto é, como ele se revela em sua Palavra, deve ser o alvo de nossa caminhada cristã. Porém esse conhecimento não é somente saber muito sobre teologia ou explanar bem sobre qualquer assunto bíblico, mas, sobretudo, ter uma vida de relacionamento íntimo com ele aplicando as verdades reveladas nas Escrituras em nossa vida.

O povo de Israel foi duramente repreendido pelo Senhor justamente por esta falta de conhecimento. No livro de Isaías lemos: “O boi conhece o seu possuidor, e o jumento, o dono da sua manjedoura; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende” (Is 1.2). Por meio de Oséias o Senhor afirmou que esta era a causa da calamidade do povo, ao exortar: “O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta conhecimento” (Os 4.6).

O verdadeiro conhecimento de Deus é muito importante principalmente em nossos dias, quando as pessoas dizem crer em Deus, mas não têm ideia alguma sobre o objeto de sua fé ou que diferença essa crença nele poderá causar. O conhecimento de Deus, de seus atributos, nos faz, por exemplo, descansar em sua soberania sabendo que, aconteça o que acontecer, ele está no comando.

Este conhecimento é possível porque o Senhor decidiu revelar-se por meio de sua Palavra. É na Bíblia que conhecemos a Deus. Não se pode conhecer o Senhor sem abrir as páginas da Sagrada Escritura e, com a iluminação do Espírito Santo, meditar de dia e de noite (Sl 1). Na Bíblia temos Deus falando com o seu povo e instruindo-o a respeito dele mesmo e a respeito do caminho em que o povo deve andar.

Quando Jesus afirmou que rios de água viva fluiriam do interior daqueles que cressem nele, não deixou de apontar qual é o lugar onde o homem pode obter o conhecimento para crer. Ele foi enfático: “Quem crer em mim, como diz a Escritura...” (Jo 7.38). Por isso, se você quer conhecer a Deus, deve ler a sua Bíblia.

É esse conhecimento de Deus que permite ao homem conhecer a si mesmo, mas o humanismo característico de nosso tempo leva os homens a tentarem entender a si mesmos, desprezando a Deus. Sobre isso, podemos aprender com Calvino, em suas Institutas da Religião Cristã, onde escreve:

“É notório que o homem jamais pode ter claro conhecimento de si mesmo, se primeiramente não contemplar a face do Senhor, e então descer para examinar a si mesmo. Porque esta arrogância está arraigada em todos nós – sempre nos julgamos justos, verdadeiros, sábios e santos, a não ser que, havendo sinais evidentes, sejamos convencidos de que somos injustos, falsos, insensatos e impuros. Mas não seremos convencidos se só dermos atenção a nós mesmos, e não também ao Senhor, pois esta é a regra única à qual é necessário que se ajuste o julgamento que se queira fazer” (Livro I, p. 54).

Esta foi a experiência de Isaías ao entrar no templo e contemplar o Senhor. O resultado de tamanha experiência foi a declaração: “Ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos”, e o perdão dos seus pecados, após esta confissão (Is 6.5-7).

Ou seja, o conhecimento de Deus é prático. Quanto mais conhecemos a Deus, mais nos conscientizamos de nosso estado pecaminoso, mais reconhecemos que necessitamos de sua misericórdia e que é essa misericórdia a causa de não sermos consumidos.

Como já foi afirmado e deve estar bem claro em nossa mente a fim de não nos ensoberbecermos: só podemos conhecer a Deus porque ele decidiu revelar-se a nós. E não só essa, mas todas as nossas ações em relação a Deus derivam de uma ação primeira efetuada pelo Senhor. “Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros...” (Jo 15.16); “Nós amamos porque ele nos amou primeiro” (1Jo 4.19).

Conhecer a Deus é conhecer a Cristo. Quando Filipe pediu a Jesus, “mostra-nos o Pai, e isso nos basta”, teve como resposta: “Há tanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido? Quem me vê a mim vê o Pai” (Jo 14.8-9). Não há conhecimento de Deus à parte do seu Filho, sendo inclusive esta, a experiência de Isaías no Antigo Testamento. Interpretando o que houve no templo, João afirma que o profeta “viu a glória dele [de Cristo] e falou a seu respeito” (Jo 12.41).

Esta deve ser também a mais alta prioridade na vida de cada ser humano, pois, como disse Jesus em sua oração sacerdotal, “a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo 17.3). Busque esse conhecimento com todo o coração, com toda força e com todo entendimento.

Milton C. J. Junior

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Ensino e coerência: O grande desafio entre o saber e o fazer

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O Senhor me concedeu o imenso privilégio de cuidar de suas ovelhas. Estou bem certo de que aquilo que aspirei, o episcopado, é, de fato, uma grande obra a se almejar (1Tm 3.1) e sou muito agradecido a Deus poder pastorear a Igreja Presbiteriana da Praia do Canto.

O ministério pastoral consiste, em grande parte, em se afadigar no ensino. Paulo afirmou a Timóteo que se ele expusesse a sã doutrina aos irmãos, seria um bom ministro de Cristo Jesus (1Tm 4.6). É claro que para isso ele precisaria também ser “padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza” (1Tm 4.12). Em outras palavras, a vida de Timóteo deveria ser coerente com “as palavras da fé e da boa doutrina” que ele seguia e precisava ensinar.

Como pastor, tenho procurado viver desta forma, o que é um grande desafio, não só para mim, mas também para aqueles que têm aprendido com o meu ensino, afinal o ensino visa à maturidade da igreja para que esta viva, também, de forma coerente com a fé que professa. Nessa caminhada de fé, somos alertados pela Escritura de que “a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si” (Gl 5.17), daí a exortação para que, pelo Espírito, mortifiquemos os feitos do corpo (Rm 8.13). Essa é a luta cristã!

Entretanto, sei também que minha primeira responsabilidade é com um rebanho menor. O mesmo apóstolo que afirmou que o episcopado é uma excelente obra a se almejar listou entre os requisitos para o candidato que ele “governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito (pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?)” (1Tm 3.4,5).

Tenho a grande alegria de ter uma esposa maravilhosa e dois lindos filhos que preciso pastorear. Com minha esposa, tenho procurado educar meus filhos na disciplina e admoestação do Senhor, o que também ensino a todos os pais que eu pastoreio ser sua responsabilidade em seus lares. Essa é outra luta constante, reservar tempo na correria diária com os compromissos do trabalho para estar ministrando a eles.

Quanto exorto minhas ovelhas, que são pais, a se dedicarem mais ao pastoreio do lar, não o faço como alguém que faz isso com muita facilidade, mas como alguém que, como eles, precisa lutar, não poucas vezes, com a indisposição, com a preguiça e com a vontade de fazer algo que nem é tão importante, mas que o coração, muitas vezes, anseia.

É nessa caminhada de pastoreio da família onde consigo perceber mais nitidamente as minhas falhas. É esse meu pequeno rebanho que percebe mais facilmente minhas incoerências e é, principalmente, junto dele que constato as minhas fraquezas, diante das quais rogo ao Senhor que me ajude a ser coerente com o meu ensino, pois estou convicto de que sem a pessoa do meu Redentor, Cristo Jesus, nada posso fazer (Jo 15.5).

Um dia desses, experimentei mais uma vez um desses momentos com minha filha mais velha, Fernanda, que tem apenas 8 anos e tem sido constantemente instruída. Ela já conhece muitas histórias bíblicas, alguns pontos doutrinários importantes, além de saber de cor as respostas às 148 perguntas do “Meu catecismo de doutrina cristã”. À medida que ela ia decorando, íamos explicando o que significava, na prática, aquilo que ela estava aprendendo. Isso tudo, fora as lições que ela aprende na Escola Dominical. Sou um privilegiado por poder ensina-la e ela uma privilegiada por estar em um lar que ama o Senhor, aprendendo tudo isso.

Pois bem, fui com minha família à casa de minha mãe e em determinado momento estávamos assentados no quintal, conversando com minhas irmãs. Com esse nosso mundo “digital”, houve um momento em que começamos a mostrar vídeos de esquisitices que acontecem no meio evangélico e que acabam virando motivo de deboches na internet. Coloquei um vídeo de um neopentecostal cantando que “era pipa avuada” e enquanto ríamos (eu e uma de minhas irmãs) Fernanda passou, foi ver do que estávamos rindo e ao ouvir a música perguntou com toda a inocência: “Isso não é tomar o nome de Deus em vão?”.

Instantes de silêncio constrangedor. Segundos que parecem ter durado muito mais tempo, até eu responder meio sem graça: “Sim, é”, para depois ouvir a pergunta que veio de volta: “E por que vocês estão assistindo?”. Não havia o que fazer, a não ser parar de assistir, envergonhado. Desse dia para cá, venho pensando em algumas questões:

1. Não posso baixar a guarda em momento algum. Momentos de descontração não são desculpa para o pecado. Mesmo na diversão é preciso honrar o nome do Salvador;

2. As ovelhas do meu pequeno rebanho precisam ver coerência em mim. Não posso cobrar dos meus filhos aquilo que eu mesmo não estou colocando em prática;

3. Preciso ser paciente com meus filhos. Citei algumas coisas que Fernanda já sabe sobre a Escritura, não para exalta-la, mas para fazer uma consideração. O problema é que, por saber que ela conhece o que deve ser feito, muitas vezes eu cobro dela um comportamento correto, ficando impaciente ao não ver mudanças que julgo que JÁ deveriam ter acontecido. A questão aqui é: Eu sei muito, mas muito mais do que ela e, ainda assim, estava a ver o tal vídeo “engraçado”. Não fosse a longanimidade de Deus comigo…;

4. Precisamos (eu, ela, meu filho, minha esposa e você que me lê) desesperadamente do Senhor Jesus Cristo. É uma realidade comprovada dia a dia. Nunca mudaremos por simplesmente saber alguma coisa. É verdade que a quem muito é dado dele muito será exigido (Lc 12.48), mas é igualmente verdadeiro que a mudança não se dá porque se conhece intelectualmente, mas pela aplicação da Palavra, realizada pelo Espírito de Cristo, no coração do pecador. Somente estando em Cristo e amparado por sua graça podemos saber e fazer;

5. Preciso lembrar em todo o momento que não é o que eu faço, mas o que Cristo fez, que me torna aceitável diante de Deus. De outra forma me tornarei, simplesmente, um legalista, esperando Deus me dar os parabéns por cumprir de forma exemplar e para a minha própria glória a sua Lei, que me foi dada para eu ser santo, me ajudar a morrer para mim mesmo e viver para a glória de Deus;

6. Preciso lembrar sempre de agradecer o perdão que tenho em Jesus Cristo, aquele que se deu por mim e que me libertou a fim de eu poder servir “a Deus de modo agradável, com reverência e santo temor” (Hb 12.28).

Louvo a Deus por meu pequeno rebanho. Por meio dele posso aprender a cada dia como me portar também diante das minhas outras ovelhas, parte do rebanho de Cristo que ele me confiou. Louvo a Deus pela vida comunitária com o povo de Deus, onde as circunstâncias acabam por revelar nossas fraquezas, nos fornecendo, assim, a oportunidade diária de, por meio de Cristo, crescer em graça e em conhecimento diante do Senhor.

Sigo olhando para Cristo, aquele que cumpriu perfeitamente toda a Lei, a fim de que eu pudesse ser reconciliado com o Pai, crescer em santidade e viver para a glória dele, como uma ovelha do seu rebanho, como pastor da minha família e como pastor da igreja que ele me confiou.

Milton C. J. Junior

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Não exija, sempre, os seus direitos!

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Em tempos do “Código de defesa do consumidor”, talvez você fique espantado com a declaração do título. Entretanto eu não estou aqui pensando nas leis que visam proteger aqueles que compram produtos de má qualidade, ou que são lesados por prestadores de serviços, ou qualquer coisa parecida.

Quero chamar a sua atenção para algo que tem sido recorrente no meio cristão e que eu chamo de “mentalidade Procon” aplicada à convivência com os irmãos. Já explico!

Somos chamados a viver em comunidade, como corpo de Cristo. Paulo exortou aos efésios que se esforçassem para “preservar a unidade do Espírito Santo no vínculo da paz” (Ef 4.3). A grande questão é que dentro do corpo de Cristo temos irmãos em diferentes níveis de crescimento na fé, há irmãos maduros, há aqueles que estão chegando na maturidade, há os novos convertidos, que ainda engatinham na fé, e em meio a toda essa diversidade, precisamos estar em unidade.

Acontece que muitos irmãos, maduros na fé, que já entenderam que em Cristo têm liberdade para fazer qualquer coisa que não esteja proibida pelas Escrituras, não têm lidado bem com a sua liberdade. Eles têm pensado que em nome da liberdade podem fazer o que bem entendem, sem preocupar-se com aqueles que ainda não têm a mesma maturidade que eles.

É claro que este não é um assunto inédito. Desde os tempos apostólicos a igreja teve de lidar com a tensão entre o relacionamento dos fortes com os fracos na fé, razão de não ser possível falar sobre liberdade cristã sem pensar também na unidade da Igreja.

Na epístola aos Romanos vemos Paulo tratando desse assunto nos capítulos 14 e 15. Havia em Roma um grupo de irmãos que sabiam que poderiam comer e beber o que quisesse e outro que, ainda por familiaridade com as prescrições dietéticas da antiga aliança, entendiam que deveriam abster-se de alguns tipos de comida.

O apóstolo traça alguns princípios para a liberdade cristã, afirmando que eles não podiam considerar pecado o que o Senhor não tratava como tal, ou seja, não poderia haver constrangimento nem de um lado, nem de outro. Os abstinentes não poderiam julgar os que comiam e bebiam e estes deveriam acolher os “débeis”, mas não para discutir opiniões. Paulo demonstra, ainda, que a liberdade não diz respeito, primariamente, com aquilo que eu posso fazer para o meu prazer, mas em como devo fazer tudo para a glória de Deus (14.6), além de ordenar que eles deixassem o julgamento por conta de Deus (14.10-1).

Com base nisso, muitos, em nossos dias, têm “esfregado” sua liberdade na cara de outros, afirmando que o único que pode julgá-los é Deus, e esquecem-se que Paulo não parou por aí, mas afirmou também que os fortes não poderiam escandalizar os fracos. O argumento de Paulo é forte: Se ao querer comer (ou beber, ou fazer qualquer outra coisa que somos livres para fazer) você não liga se vai ou não escandalizar a seu irmão, significa que você ama mais a comida (ou sua liberdade) que a seu irmão, por quem Cristo deu a própria vida (14.15).

Ele assevera ainda que “o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (14.17) e que a obra de Deus não deve ser destruída por causa de comida (14.20), portanto, em nome da comunhão cristã, é preciso abrir mão daquilo que se gosta em favor de irmãos mais fracos.

Alguns, nesse ponto, podem dizer: “Isso é muito difícil” ou “está errado abrir mão de algo que gosto por causa de outro...”. É preciso, então, lembrar que “nós, que somos fortes devemos suportar as debilidades dos fracos e não agradar-nos a nós mesmos. Portanto, cada um de nós agrade ao próximo no que é bom para a edificação” (15.1-2). Agradar o outro, para a edificação, é um ato de amor. Já o uso da liberdade cristã, sem amor, é puro egoísmo, logo, não honra a Deus.

Na carta aos coríntios, Paulo instruiu irmãos que estavam fazendo uso, não de comida ou bebida, mas dos dons, para a própria vanglória. A fim de demonstrar o erro dessa atitude ele afirmou que sem amor ao próximo, os dons não teriam benefício algum. O apóstolo ilustrou seu ponto dizendo que ainda que ele distribuísse todos os seus bens aos pobres, se não tivesse amor, isso não seria proveitoso (1Co 13.3).

Agora, mudando o que deve ser mudado, pense por um instante! Se fazer algo bom (doar os bens) em favor de outrem, sem amor, não é proveitoso, imagine fazer o mal (escandalizar) em favor de si mesmo (não abrir mão de algo que você goste)? Ou, mais precisamente, se fazer o bem ao outro, sem amor, não presta para nada, imagine usar a sua liberdade para satisfazer a sua própria vontade, sem levar em conta o seu irmão fraco? Isso passa longe do espírito cristão.

Infelizmente pode ser visto, principalmente em redes sociais, irmãos que não têm se importado em ferir a consciência de irmãos mais fracos, sob o pretexto de estarem honrando a Deus com sua liberdade. Aqui, vale lembrar a exortação de Paulo aos gálatas, afirmando que eles não poderiam usar a liberdade para dar ocasião à carne, mas que deveriam servir uns aos outros em amor, pois toda a lei se cumpre em um só preceito, “amarás a teu próximo como a ti mesmo”. Viver ao contrário disso seria morder e devorar uns aos outros, destruindo-se mutuamente (Gl 5.13-15).

O próprio Paulo, que se via como um forte na fé (Rm 15.1), afirmou que se a comida servia de escândalo ao irmão, nunca mais comeria carne (1Co 8.13), a fim de não golpear sua fraca consciência, pecando, assim, contra Cristo. Você pode e deve, então, fazer uso de sua liberdade, desde que não fira a consciência alheia.

Entretanto, é preciso frisar: irmão fraco é aquele que não compreendeu sua liberdade em Cristo e não alguém que sabe, por exemplo, que beber não é pecado, mas que acha melhor que crentes não bebam e tentam constranger a outros, dizendo-se escandalizados. Esses também devem ouvir a exortação de que não podem condenar o que Deus não condena.

Quanto ao irmão fraco, ao abster-se de algo em favor dele você demonstrará seu amor e poderá ter uma excelente oportunidade de instruí-lo, levando o seu pensamento cativo à Cristo, o que não seria possível ao escandalizá-lo, ferindo sua consciência.

Portanto, usufrua da liberdade que você tem em Cristo para servir e dar glória a Deus, lembrando que não é preciso exigir, sempre, os seus direitos.

Milton C. J. Junior